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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Minhas considerações sobre Dom Quixote-Cervantes
Passando pela biblioteca da minha cidade avistei DOM QUIXOTE, em um livro esteticamente lindo e com uma linguagem mais antiga. Decidi aventurar-me mais uma vez nesta leitura que tanto gosto. A primeira vez que o li era em uma versão adaptada, portanto mais fácil.
Este clássico me fascina pela forma como a aventura de Dom Quixote se conduz e pela época em que ocorreu.
Considero importante para quem quer ler um clássico já que normalmente os mesmos são mais antigos, conhecer um pouco do universo de quando o livro foi escrito, o autor, isto facilita a compreensão da estória abrindo um olhar diferente.
Quando leio Dom Quixote surgem reflexões sobre a loucura. Como um homem na época em que ele viveu, com a sociedade ocidental cheia de transformações e ainda muito arraigada em seus valores, conseguiu escapar desta realidade e se aventurar em seus sonhos.
Dom Quixote aventurou-se naquilo que o fazia se sentir vivo, as Estórias de Cavalarias, mesmo as pessoas ao redor tentando lhe mostrar outra realidade.
Ele conseguiu fazer dos seus sonhos a própria história da sua vida, ou seja, tornou seus desejos, em sua realidade conseguindo viver as aventuras de que tanto sonhava.
No meu ponto de vista, Dom Quixote nunca esteve louco, como as pessoas acreditavam. A realidade que ele acreditou foi a forma de escapar de uma vida já delimitada pela sua condição social, um senhor fidalgo sem tantas possibilidades de mudanças.
Esta versão precisa de uma certa disciplina e de costume com a escrita. No começo estranhei, mas depois consegui fluir na leitura sem me preocupar com os termos e sim com o contexto.
Para ser sincera minha falta de tempo e o fato do livro ser emprestado, acabou me fazendo perder a leitura em vários momentos. Porém, este fato não tirou a essência da estória.
Espero um dia voltar a lê-lo com mais assiduidade.
Penso ser de muita valia a leitura de Dom Quixote, não por ser um clássico e sim por trazer uma lição importante, o rompimento com um sistema social pela luta de seus sonhos e ideais. Além da leitura ser divertida.
Espero ter conseguido passar minhas considerações sem tanta confusão.
Até.
"O medo que tens- disse Dom Quixote- é que faz, Sancho, que nem vejas, nem ouças às direitas, porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são". Dom Quixote- Cervantes
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Achados da Biblioteca: Sentimento do mundo- Carlos Drummond de Andrade
O que me prende a poemas e poesias como já mencionei é a falta de explicação. A fase que me encontro foi poeticamente escrita por Drummond, neste livro.
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O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Mãos dadas.
É preciso casar João,
é preciso suportar António,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbedo,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens,
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar o FIM DO MUNDO.
Poema da Necessidade.
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Sentimento do mundo.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Achados na Biblioteca:A Náusea- J.P Sartre
Minha vontade de ler J. P Sartre surgiu depois da matéria de Fenomenologia Existencial que tive na faculdade. Criei através desta uma identificação com a corrente filosófica existencial, foi paixão as primeiras palavras dita pelo meu professor.
Em A Náusea o personagem principal se depara com a falta de sentido da vida humana. No decorrer do livro ele se percebe existente e pertencente do mundo, surgindo uma resiginificação da sua vida.
Compreendi a naúsea como uma sensação que o personagem sente ao se perceber no mundo, ao sair fora daquilo que parece programado, dos significados criados pela humanidade e que não parece existir outra forma de pensar.
É uma crítica as representações, aos papéis sociais, pois tudo isso é criado pela sociedade e nos chega como algo a não ser questionado, como uma verdade absoluta. Há também um novo olhar sobre as explicações existentes em tudo a nossa volta.
Achei um livro cheio de por menores, sendo necessário mais de uma leitura para poder sentir uma compreensão maior das palavras do autor.
Algumas partes do livro que grifei:
"... precisava de mim para ser, e eu precisava dele para não sentir meu ser".
" A existência não é algo que se deixe conceber de longe: tem que nos invadir bruscamente, tem que se deter sobre nós, pesar intensamente sobre nosso coração como um grande animal imóvel- do contrário não há absolutamente nada mais".
Beijinhos
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Peter and the Wolf- Prokofiev
O achado na biblioteca de hoje é o livro infantil Peter and the Wolf. Escolhi o mesmo pela ilustração super fofa e por ser infantil.
Como faço inglês gosto de treinar com livros infantis e depois quem sabe passo a ler romances de mais de cem páginas. É como começar a ler é um processo.
A história é sobre um menininho que mora com seu avô perto de um floresta. Entretanto, o menino não pode sair para brincar com seus amigos animais por causa da ameaça do lobo.
Peter desobedecendo as ordens de seu avô sai pela floresta á procura de diversão e se depara com o lobo.
A partir desse momento as aventuras começam.
Peter and the Wolf é uma historinha sobre superação dos medos e que traz uma orquestra de animais.
Eu descobri que existe um filme da Disney desse livro.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Achados na Biblioteca:Peter Weevers The March Hare and other poems-By John Bush
Como um dos meu estágios vai acabar (esse estágio é 06 horas por dia), tive que encontrar uma alternativa para não deixar de ler. Porque agora com menos dinheiro, menos livros vou comprar.
Sou louca por bibliotecas, ou melhor, fico louca quando vejo tantos livros juntos dá vontade de sair abrindo e lendo um por um.
Eu já tinha vontade de frequentar a Biblioteca Municipal da minha cidade, mas a falta de tempo e as leituras obrigatórias da faculdade me afastaram dessa vontade.
Agora como vou ter mais tempo e menos dinheiro, ler livros da biblioteca é uma ótima opção.
O livro de hoje da biblioteca é uma coletânea de contos em inglês. As figuras são lindas e dá para treinar um pouco do meu inglês.
Beijinhos!
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