segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pelos olhos de Pandora

Observar um bebê tanto bichinho quanto do ser humano é adentrar no mundo das descobertas, do novo. Faz alguns dias que recebemos de braços abertos a chegada da nova integrante da nossa família, a Pandora.
Sua rotina é voltada as necessidades básicas (comer, dormir,...), mas, quando não está se satisfazendo, explora todo o ambiente com muita curiosidade.
O barbante caído no chão torna-se interessante a tal ponto que ela para de andar e vai puxá-lo. Todos os cantos da casa criam graça, vivacidade. 
Trago estas observações, pois percebo que quando crescemos vamos perdendo a curiosidade pelo mundo. A ciência já fez  tantas descobertas que parece não caber mais a nós meros seres humanos a função de investigar a vida. Não no sentido de obter-se uma resposta e sim ficar surpreso com o mundo a nossa volta, com as coisas simples e bonitas circundantes a nós.
Digo por mim, as obrigações da rotina, vão sugando a curiosidade. As minhas reações acabam sendo robóticas, levantar, sentar, comer nada mais é interessante e a Pandora está me dando uma lição de como apreciar e vivenciar o presente. É claro que a existência humana tem suas particularidades, porém, incorporar na rotina o saber olhar, perceber, me traz para o presente, o único momento da existência que realmente estou vivenciando. 

1 comentários:

C Dill disse...

Oi.

Em uma sociedade onde predomina a ideia de acumulo (títulos acadêmicos, informações e recursos), conhecer não possui quase nenhuma importância. As sensações, emoções e sentimentos, são todos tidos como menos relevantes -- quando os são.

A rotina diária, não envolve em nenhum sentido a sensibilidade. O conhecimento se resume as tecnicidades... Assim os discursos se empobrecem...

São privilégios, a leitura, o cinema, a música... que devemos cultivar.

Gostei muito do seu blog.

Até,

c.dill

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